Muito tem se discutido no Brasil sobre o Projeto de lei chamado "Escola sem Partido",


O projeto de lei se aproxima a tendência conservadora, no sentido de fragmentar as disciplinas, transformar o aluno em um mero espectador que aceita o que lhe é transmitido por meio de cópias, memorização e reprodução de conteúdos. Nesta tendência, o professor adota a postura de autoritário e detentor de todo o conhecimento, repassando aos alunos como forma de verdades absolutas. Afastando-se da tendência libertadora, que visa combater as verdades impostas além de promover no aluno um senso crítico, reflexivo e capaz de exercer plenamente sua cidadania, não sendo apenas um depósito de conhecimentos.A classe dominante sempre se fez de estratégias ocultas para reproduzir sua cultura e reforçar o seu poder. No entanto, o projeto de lei elimina a liberdade de ensino e aprendizagem, privando os estudantes da construção da consciência crítica e tornando-os incapazes de construir suas próprias sínteses, reflexões e posições políticas, como se estivessem sob tutela da “lei da mordaça”, devido ao educador ser rebaixado a um mero instrutor e não um atuante que estimule o fazer e o agir crítico. Esta neutralidade de pensamento do projeto, apenas maquia a ideologia burguesa opressora. A educação por si só não é neutra, e não existe nenhuma neutralidade em não defender um posicionamento. No momento em que não nos posicionamos ou nos mantemos neutros, estamos adotando uma postura servil, postura essa que reforça a base da pirâmide da ideologia dominante.

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